sábado, 27 de novembro de 2010
Hoje e sempre.
Essa mudança drástica de humor é o que me incomoda, eu não consigo separar abstrato de concreto, eu penso além do que se deve pensar. Estou com os pés fixos no chão ou então estou com eles nas nuvens, junto com o par de asas que carrego comigo. Tudo isso é a vontade de pertencer, de fazer com que o sentimento mais precioso possa ser compartilhado, a vontade mútua de possuir o amado, e ter companhia em dias de chuva. Eu não possuo meio termo, talvez você possa fazer diferença, ou então a sua ausência não me incomode e é isso que me machuca, essa mesma ausência de sentimento, e mais do que isso é a vontade de não querer sentir! Já sofri quando era quente demais, ou quando simplesmente era muito frio, então talvez o melhor no momento seja o morno, que não faz diferença alguma, sentir nada é melhor do que não sofrer. Será mesmo? Talvez seja, mas eu não consigo ser morna, meio-termo, nem mesmo simplesmente indiferente, eu sou muito mais do que isso, eu sou inteira e mesmo não querendo me envolver, o meu corpo tem atração por intensidade. São duas forças opostas que brigam no meu inconsciente, tentando alertar, mas não tem jeito, o que não presta, sempre me atrai!
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Talvez o melhor é não pensar, deixe estar. Nem sempre sentimentos tem traduções.
ResponderExcluirLindo o teu texto, uma inquietação sempre presente, e que disse o que sinto em tão poucas palavras.